VINTE E SETE DE MARÇO II
Não teve como fugir, o tempo esta perto do fim
Já estava escrito vinte e sete de março de noventa e quatro
A ferida ainda dói e a dor é cada vez maior
E quando chegar a hora, tenho que ir embora
Você ainda me tortura, quem dizia ser eterna amante
Dez de agosto, dez anos depois
Vinte e sete de março, vinte anos pra morte
A hora é essa já estava escrito como a profecia do Jota
As lembranças são cada vez maiores
Não há como voltar no tempo
Apenas o espírito viajante desse ciclo febril
O couro velho da minha roupa negra
O velho blue jeans escolar de seu uniforme
Não há como amadurecer se esquecer o passado
Continuo a mesma criança, não dei em nada que quis
Não aprendi a musicar meus poemas
Não aprendi a tocar minha guria
Não aprendi a segurar minha garota
Não assumi o que disse que faria
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