CALADO NA CAMA
A chuva cai assim como a noite
O gel e a flanela suam com a maresia
A porta do café central esta aberta
O letreiro de neon me chama até ele
Os bêbados entornam seus expressos
Ao lado o padre agoniza na porta da igreja
Caminho difícil depois de uma noite de farra
Preferiu se calar e se escondeu atrás de
Seus cabelos e de uma garrafa esverdeada
Enquanto todos os casais dançam no salão
Eu toco minhas tristes canções
Esse é meu papel aqui em baixo
O poeta sempre esta calado na cama
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