UM SOFÁ QUE NÃO ERA MEU
Faz tanto tempo, mas de uma década de inverno
Palavras vazias, palavras tão frias, um quente tapa na cara
Um sofá que não era meu, um coração que não me pertencia
Noites frias, noites vazias, um quente sonho de amor
Não passou de uns abraços, quem sabe um beijo roubado
Mas tive que ir embora, ta frio lá fora
Suas mãos suadas e quentes, seu sorriso tão contente
Que eu não queria na noite mais fria
Tenho que ir pra casa
Da da da da Ninfa da ilusão
Já faz tanto tempo desde aquele dia
Carteira vazia, do que a droga é capaz?
Você brindando um trago barato com suas amigas
Deixando um velho amigo novo jogado pra trás
Que preferia a fria chuva de novembro
Que foi trocada por uma noite de verão
Que não sabia cantar pra pessoa certa a canção
Que foi esquecido no apartamento da colina
Naquela manha fria, num sofá empoeirado
E num passado inverno sem perdão
Mas você apareceu com um abraço de saudades
Com um beijo roubado, com um brilho no olhar
Uma sede canibal, lembranças de outro carnaval
Que não volta nunca mais, que perdi por falar demais
Um sofá que não era meu
Um tapa quente na cara que não era pra mim
Um inverno que passou deixando só as canções
Uma turma de amigos sem nada em comum
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