quarta-feira, 13 de julho de 2011

RELEITURA DO OUTONO - LETRA E MUSICA DE RAUL RIBEIRO

RELEITURA DO OUTONO

O mar continua revolto, turvas ondas sem ritmos
Querem ver o velório do poeta
Querem brincar de bonecas
Querem cuspir em nossas cuecas

Me conte de novo essa piada
Não faz sentido brindar com vinho barato
A chuva é mais forte que o vento que vem
Levem as nuvens contigo, diga que não faz sentido

As folhas voaram um tornado de prosas
Onde esta a urna e as rosas
Quanto vale isso tudo quando amanhecer
Não vou abrir os olhos, tente me esquecer

Palavras vazias jogadas em forma de ode
Quem sabe outono, quem sabe releitura
As marcas da vida tatuadas no corpo
Lembranças de um porco esperando o abate

Devaneios de viagem, arpoador, sacanagem
A bolsa vazia e as pernas cheias de porra
Não corra baby, não corra, parta o coração ao meio
Deixe que o resto se contorna

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