RELEITURA DO OUTONO
O mar continua revolto, turvas ondas sem ritmos
Querem ver o velório do poeta
Querem brincar de bonecas
Querem cuspir em nossas cuecas
Me conte de novo essa piada
Não faz sentido brindar com vinho barato
A chuva é mais forte que o vento que vem
Levem as nuvens contigo, diga que não faz sentido
As folhas voaram um tornado de prosas
Onde esta a urna e as rosas
Quanto vale isso tudo quando amanhecer
Não vou abrir os olhos, tente me esquecer
Palavras vazias jogadas em forma de ode
Quem sabe outono, quem sabe releitura
As marcas da vida tatuadas no corpo
Lembranças de um porco esperando o abate
Devaneios de viagem, arpoador, sacanagem
A bolsa vazia e as pernas cheias de porra
Não corra baby, não corra, parta o coração ao meio
Deixe que o resto se contorna
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