Camarote
É estranho
imaginar o daqui pra frente sem você
Vejo as
coisas em câmera lenta
Mas eu
continuo parado
Parece
que fui congelado
Parece
que ainda estou dormindo
Não, não
estou caindo do precipício
Já me
vejo lá embaixo rodeado de corvos sedentos
Corpo e
alma não parecem mais recíprocos
O tesão
é frio, a beleza está cega
Se o
circo pegar fogo estarei de camarote
Não me
importa nem a morte, azar ou sorte
É estranho
pensar no amanha sem nosso presente
Não me
faça mais promessas porque não sou crente
Me mostre
apenas a porta de saída, não invente
e me
ensine a não olhar pra trás, sempre em frente
Mas
que olhar ? Que luar ? Que jantar ?
Apenas
um brinde pra você se lembrar de mim
Mas
será ? que será ? que será ?
Não
teve futuro, presente... Fim


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