CORPO FECHADO
Pergunte sobre os anseios
Pobre ancião da caverna moderna
Tem seus papeis e canetas multicolores
Bandeiras de times tricolores
Um copo de Chivas cowboy
E o ultimo disco dos Stones
O ácaro e os edemas o persegue
Nunca bata na porta e nem espie na janela
A a.k está na gaveta
Pronta pra chorar lagrimas de chumbo
Nunca espere um grito, um sussurro, um sorriso
O palhaço não vive mais ali
Não é sono profundo
É sub-produto guerra após guerra
As paredes são de espuma
Não existe som que propague
Nem as erupções de seu quarto
E nem os grunhidos do mundo de fora
As chaves já atrofiaram seus dentes metálicos
Em frestas cobertas de pó e gordura
O espelho ainda existe
Mas jamais viu novamente a sua face
Apenas o que vê, é o vazio na reticula ocular castanha


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